sexta-feira, 30 de agosto de 2013

A Vida

Sangue,
Ódio,
Dor.

Lágrimas,
sofrimento,
amor.

Ilusão...

Decepção...

Morte.

Eis a vida!

sexta-feira, 23 de agosto de 2013

Tempo

Percebi que não posso ter pressa.
Como diz o ditado:
A pressa é inimiga da perfeição.
É complicado...
Principalmente para quem não consegue esperar.
Eu quero tudo, agora!
O tempo é muito sagrado para se perder.
A vida é muito curta para se aprender.
Mas, como diz o outro ditado:
É errando que se aprende.
A vida é um mar de erros.
Os nossos atos causam consequências:
Boas ou ruins.
Vivemos para amar;
E para sermos amados.
Mas primeiro, temos que nos amar.
Os dias vão passando...
E o nosso tempo se esgotando.
Quando acordarmos, será tarde demais.

Balanço

O frio me queima.
A neblina me cega.
Eu balanço...
Sinto um pouco de liberdade...
Que liberdade?
Estou presa!
Presa em mim.
Como libertar-me de mim mesma?
Não sei...
Eu balanço...
Sinto um pouco de saudade...
Saudade de que?
Da vida...
Que vida?
A que eu não tive.
Como sentir saudade de algo que nunca tive?
Não sei...
Eu balanço...
Sorrio...
Porque eu sorrio?
Não sei...
Acho que estou enlouquecendo.

Mundo Imaginário

Ela criou um mundo imaginário
Onde tudo era lindo
E dançava de acordo com a música
Mas esse conto de fadas durou pouco
Enfim ela acordou
As cores viraram cinzas
Seu mundo se escureceu
O que era belo virou pó
E do céu caíram asas de borboletas mortas
O medo tomou conta dela
Queria voltar para o sonho
Queria o seu mundo perfeito de volta
Porque a sua realidade é um filme de terror

quarta-feira, 21 de agosto de 2013

Outono

Um turbilhão de emoções
Sentimentos confusos
Esperança que desabrocha
E voa como as folhas secas acobreadas
A sensação da brisa
Com perfume de um sol tímido
Lembranças de outras estações
Comparo-me com os galhos secos
Que há pouco tempo estavam cheios de esperança
E que agora se renovará outra vez
Caminhar sobre as folhas secas
Ouvir os estalinhos sofridos
Olhar para o céu e sorrir
Invejar os pássaros e as flores
Correr com os braços abertos
Admirar as lindas borboletas
Lamentar os outonos perdidos
E esperar pelos que ainda virão
Para não cometer os mesmos erros outra vez


quinta-feira, 4 de julho de 2013

Lembranças

Nem os cortes profundos nos meus pulsos doem tanto quanto recordar as mais tristes lembranças, que ficaram guardadas e que me assombram todos os dias que tento viver.
Por dentro estou morta, em cinzas que restaram das dolorosas e ardidas chamas que incendiaram a alegria que ainda restava, mas ainda vivo, vagando... Sem direção.
Tentando encontrar a tão desejada luz no fim do túnel.

Morte

Agora estou em um repouso mórbido e absoluto
Meus olhos não vêem nada mais além da escuridão
Nenhum membro do meu corpo se move
Nenhum órgão está mais ativo
O tempo não existe
Não ouço nada
Nem sinto
Não há mais pensamento algum
Não sinto alegria
Nem tristeza
Estou morta.