Tão formosa
Delicada e pálida
Como és linda, iluminando a estrada
Observo-a
Com suas vestes brancas
Cobre o céu com a tua seda bem trabalhada
Tão doce e tão amarga
És muito calada e observadora
Sempre linda e encantadora
É a companhia dos solitários.
sábado, 29 de junho de 2013
terça-feira, 11 de junho de 2013
Lágrimas de Sangue
Chorei lágrimas de sangue por amores
Despedacei pétalas de rosas negras
Feri-me com os espinhos da rosa chamada vida
Sobrevivi a diversas tempestades
Afundei-me no poço obscuro do mundo
Cortei-me com as lâminas das paixões
Embriaguei-me da melancolia mais profunda
Surgi-me das profundezas do lodo mais sombrio
E morri no abraço gélido da morte.
Rosa Branca
Queria tocar-lhe o rosto
Sentir em minhas mãos tua face pálida
Tu és tão serena e tão pura
Suas vestes negras
O ar gélido do teu doce hálito
Hipnotizam-me
Eu que ando vagando nas noites
Sob a luz ofuscante e sombria da lua
Ouço os uivos ao longe nas colinas
Lobos ferozes se desesperam
E eu, pobre e solitário
Desejo-te Rosa Branca
Quero despedaçar tuas pétalas perfumadas
És tão presente em meu coração
E ao mesmo tempo
Transforma-se em uma figura abstrata
Intocável
Eu temo Rosa Branca
Temo em jamais tê-la em meus braços
Mas sigo com esperança
A única coisa que ainda me resta
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