terça-feira, 11 de junho de 2013

Rosa Branca

Queria tocar-lhe o rosto
Sentir em minhas mãos tua face pálida
Tu és tão serena e tão pura
Suas vestes negras
O ar gélido do teu doce hálito
Hipnotizam-me

Eu que ando vagando nas noites
Sob a luz ofuscante e sombria da lua
Ouço os uivos ao longe nas colinas
Lobos ferozes se desesperam
E eu, pobre e solitário
Desejo-te Rosa Branca
Quero despedaçar tuas pétalas perfumadas

És tão presente em meu coração
E ao mesmo tempo
Transforma-se em uma figura abstrata
Intocável
Eu temo Rosa Branca
Temo em jamais tê-la em meus braços
Mas sigo com esperança
A única coisa que ainda me resta


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