sábado, 18 de janeiro de 2014

O dia em que minha alma para sempre se escureceu

Lembro-me do dia em que minha alma para sempre se escureceu.
Estava frio...
As folhas das árvores haviam caído.
As rosas murcharam.
O vento triste batia em minha janela
Fazendo dançar as cortinas desbotadas.
Sentado em frente à lareira apagada,
Olhava fixamente para além da janela.
A paisagem que via
É a mais triste das recordações...
Carrego essa imagem como uma cruz em minha memória.
A lápide que ali repousava,
Trazia estas palavras gravadas:
“Aqui jaz a alma de um ser que nunca mais verá a luz outra vez.”

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