Trago-lhe, envoltas em um embrulho desgastado, com uma
fitinha de seda vermelha, as palavras extraídas do meu coração. Peneirei-as com
cuidado, para dizer somente o que é claro. Quero que não faça desfeita e as
aceite, mesmo que fiquem na gaveta, esquecidas. Deve haver algumas manchas
espalhadas pela carta... São somente as minhas lágrimas, doces e amargas,
enfeitando o papel amassado. Trago-lhe também uma rosa. Ela tem um pouco de meu
sangue. Perfurei-me com os espinhos. Não doeu tanto quanto tudo que sinto. Não tanto
quanto três palavras, quanto uma só frase.

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