sexta-feira, 31 de janeiro de 2014

Não chores meu querido

Não chores meu querido
Pois cada lágrima que brota de teus olhos tristes
Deixa meu pobre coração ainda mais ferido
Pare e ouça esta canção
Es a melodia dos deprimidos
Venha dançar comigo
Sob a luz da senhora dos corações partidos
Vamos juntar nossos pedaços meu amigo
Remendar nossos cacos
Unir as forças de dois fracos
E livrar-nos desse castigo

sábado, 18 de janeiro de 2014

Pura semelhança

Eu sei como se sente...
Pode não acreditar,
Mas eu sei assim como você também sabe como me sinto.
Nossas almas são tão semelhantes e inquietas.
A intensidade como vemos tudo,
Como sentimos...
A sintonia como nossos pensamentos encontram-se,
Entendem-se...
Os nossos medos,
Os nossos sonhos, são tão parecidos!
As mesmas mentes confusas...
As mesmas dúvidas.
Será uma pura semelhança
Ou uma simples coincidência?

O dia em que minha alma para sempre se escureceu

Lembro-me do dia em que minha alma para sempre se escureceu.
Estava frio...
As folhas das árvores haviam caído.
As rosas murcharam.
O vento triste batia em minha janela
Fazendo dançar as cortinas desbotadas.
Sentado em frente à lareira apagada,
Olhava fixamente para além da janela.
A paisagem que via
É a mais triste das recordações...
Carrego essa imagem como uma cruz em minha memória.
A lápide que ali repousava,
Trazia estas palavras gravadas:
“Aqui jaz a alma de um ser que nunca mais verá a luz outra vez.”

segunda-feira, 6 de janeiro de 2014

Confusão

Fiquei um tempo sem escrever. Confesso que eu simplesmente não conseguia. Às vezes as palavras vinham em mente, mas era quase impossível organizá-las e colocá-las no papel. Passei, e ainda estou passando, por um momento de grande confusão. Às vezes penso que minha cabeça irá explodir a qualquer momento ou que essa dor que se apodera de meu coração se alastrará para todo o meu corpo e eu simplesmente deixe de existir. Sim, é confuso... Agora, neste momento, sinto uma imensa alegria por estar escrevendo estas palavras, esses desabafos. Uma pessoa dificilmente me entenderia, por isso prefiro escrever. Nem eu própria entendo este amontoado de sentimentos, por que é que alguém entenderia? Às vezes me chateio por não ser compreendida, mas também acho bom. Seria íntimo demais alguém desvendar essa mente embaralhada. Quando tento dizer a alguém o que está se passando dentro de mim, sinto que estou expondo algo valioso demais. Talvez seja essa a razão pela qual não conto da minha vida a todos como alguns fazem. Ela é um livro fechado e somente eu posso abri-lo. O que está em minha mente é algo meu. Por isso prefiro suportar tudo sozinha. 

sábado, 30 de novembro de 2013

Livre

Eu quero ser livre
Eu quero prender-me a ti
E não soltar-te mais
Eu quero ser livre
Mas ser livre contigo
Seremos dois pássaros
Pássaros negros
Sairemos ao crepúsculo
E nos perderemos no escuro da noite
Dois corvos livres
Pousando nos galhos da vida
Voando
Sonhando
Sorrindo

quinta-feira, 28 de novembro de 2013

Era noite...

   Era noite. Ela queria sair do quarto. Já não suportava mais a solidão. Sim, a solidão também cansa. Vestiu uma blusa, não por causa do frio e sim para esconder as cicatrizes. Profundas cicatrizes. Não, não foi nenhum acidente e sim ela própria. Pode parecer loucura, mas para ela era normal. Já não sentia mais nada, pouco importava.
   Ela saiu. Não sabia para onde iria, só sabia que ia sozinha. Amigos já não tinha. O sol ela já não via. Foi para um lugar deserto, odiava pessoas. Sentou-se no chão de um beco estreito e escuro. As lágrimas escorreram-lhe pela face pálida. Desviou o olhar para
o céu e conseguiu ver a lua por entre as tenebrosas
nuvens negras.
   Continuou sentada ali naquele beco frio cheio de ratos. Sentiu na pele as primeiras gotas de chuva. Aquilo de certa forma a aliviava. Era como se as gotas de chuva lavassem sua alma, cicatrizassem suas feridas que não se fechavam. Parecia anestesiada, calma. Ela nunca havia se sentido assim. Naquele beco úmido descobrira uma nova sensação, uma nova pessoa dentro de si mesma. Talvez por estar longe das pessoas, dos problemas.
   Ela queria mais! Queria que aquela sensação se tornasse uma parte dela. Disse para si mesma que, a partir daquela noite, sua vida mudaria. As coisas tomariam um novo rumo, uma nova cor.

sábado, 5 de outubro de 2013

Ódio

Segurei o choro mais uma vez...
Mas as raízes da vingança fortaleceram-se em meu coração.
A sede de morte ficou nítida em meus olhos que ardiam em chamas.
O ódio fez com que eu saísse de mim e possuiu-me, fazendo-me tua escrava.
Loucura...
Desespero...
Tristeza...
Fragilidade...
Uma vítima do ódio mortal.