quinta-feira, 4 de julho de 2013

Lembranças

Nem os cortes profundos nos meus pulsos doem tanto quanto recordar as mais tristes lembranças, que ficaram guardadas e que me assombram todos os dias que tento viver.
Por dentro estou morta, em cinzas que restaram das dolorosas e ardidas chamas que incendiaram a alegria que ainda restava, mas ainda vivo, vagando... Sem direção.
Tentando encontrar a tão desejada luz no fim do túnel.

Morte

Agora estou em um repouso mórbido e absoluto
Meus olhos não vêem nada mais além da escuridão
Nenhum membro do meu corpo se move
Nenhum órgão está mais ativo
O tempo não existe
Não ouço nada
Nem sinto
Não há mais pensamento algum
Não sinto alegria
Nem tristeza
Estou morta.

sábado, 29 de junho de 2013

A Companhia dos Solitários

Tão formosa
Delicada e pálida
Como és linda, iluminando a estrada
Observo-a
Com suas vestes brancas
Cobre o céu com a tua seda bem trabalhada
Tão doce e tão amarga
És muito calada e observadora
Sempre linda e encantadora
É a companhia dos solitários.

terça-feira, 11 de junho de 2013

Lágrimas de Sangue

Chorei lágrimas de sangue por amores
Despedacei pétalas de rosas negras
Feri-me com os espinhos da rosa chamada vida
Sobrevivi a diversas tempestades
Afundei-me no poço obscuro do mundo
Cortei-me com as lâminas das paixões
Embriaguei-me da melancolia mais profunda
Surgi-me das profundezas do lodo mais sombrio
E morri no abraço gélido da morte.


Rosa Branca

Queria tocar-lhe o rosto
Sentir em minhas mãos tua face pálida
Tu és tão serena e tão pura
Suas vestes negras
O ar gélido do teu doce hálito
Hipnotizam-me

Eu que ando vagando nas noites
Sob a luz ofuscante e sombria da lua
Ouço os uivos ao longe nas colinas
Lobos ferozes se desesperam
E eu, pobre e solitário
Desejo-te Rosa Branca
Quero despedaçar tuas pétalas perfumadas

És tão presente em meu coração
E ao mesmo tempo
Transforma-se em uma figura abstrata
Intocável
Eu temo Rosa Branca
Temo em jamais tê-la em meus braços
Mas sigo com esperança
A única coisa que ainda me resta